Autor: 4nrry

  • O Cheiro que Custa Milhões: Por que o Controle de Odores em ETE é Vital para sua Marca

    O Cheiro que Custa Milhões: Por que o Controle de Odores em ETE é Vital para sua Marca

    Imagine o cenário: Uma multinacional de alimentos opera com eficiência máxima. O produto é excelente, o lucro é constante. Porém, a 2 quilômetros dali, em um condomínio de alto padrão, uma reclamação começa a ganhar força. O motivo? O vento mudou de direção e o odor da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) chegou à churrasqueira de um vizinho influente.

    Em questão de horas, o que era um problema operacional vira uma crise de Relações Públicas, atraindo a fiscalização ambiental e colocando a operação em xeque.

    No mercado atual, o controle de odores em ETE deixou de ser apenas uma questão de “bom vizinho” para se tornar uma linha crítica no balanço financeiro. Gestores que tratam o odor como algo subjetivo estão sentados em uma bomba-relógio.

    Neste artigo, vamos dissecar como transformar a gestão de odores de um problema subjetivo em uma ciência exata baseada em dados.

    O Odor não é apenas “cheiro ruim”: É um dado técnico

    Muitas empresas de saneamento e indústrias ainda dependem do “nariz humano” para monitorar a eficiência de suas lagoas e processos. O problema dessa abordagem é a subjetividade. A percepção humana satura, falha e não gera histórico auditável.

    Segundo estudos técnicos da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), a complexidade dos compostos odoríferos (como sulfeto de hidrogênio, amônia e mercaptanas) exige um monitoramento que vá além da percepção olfativa simples. É necessário entender a concentração, a intensidade e, principalmente, a dispersão atmosférica.

    Quando sua empresa não monitora esses gases com precisão, ela fica vulnerável a três passivos:

    1. Passivo Legal: Multas por incomodidade pública baseadas em denúncias que você não consegue contestar tecnicamente.

    2. Passivo de Imagem: A desvalorização da marca perante a comunidade e stakeholders ESG.

    3. Passivo Operacional: O mau cheiro é, muitas vezes, o primeiro sinal de ineficiência no tratamento biológico (falta de aeração, sobrecarga orgânica, etc.).

    A Falha do Monitoramento Manual vs. A Segurança dos Sensores

    Concorrentes no mercado de tratamento onsite focam muito na aplicação de produtos químicos para mascarar ou neutralizar o cheiro. Embora o tratamento químico seja parte da solução, ele é reativo.

    A verdadeira eficiência está no monitoramento ambiental industrial preventivo.

    A Smart Compost introduz uma mudança de paradigma: a substituição do monitoramento pontual e manual por uma rede de sensores de odores e sensores de temperatura conectados em tempo real.

    Por que a tecnologia supera o método tradicional?

    • Vigilância 24/7: O sensor não dorme, não adoece e não perde a sensibilidade olfativa.

    • Controle de Processos de Resíduos: Ao cruzar dados de temperatura e emissão de gases, conseguimos prever se uma ETE está entrando em colapso antes que o cheiro chegue ao vizinho.

    • Dados Meteorológicos: Não basta saber quanto fede, é preciso saber para onde o cheiro vai. Nossos sistemas integram estações meteorológicas para criar uma “rosa dos ventos” do odor.

    Insight de Mercado: Empresas que utilizam apenas neutralizantes químicos sem monitoramento de dados acabam gastando até 30% mais insumos do que o necessário, pois dosam o produto “no escuro”.

    O Fim do “Eu Acho”: O Índice de Risco de Odor (IRO)

    Para resolver a complexidade da gestão de efluentes, a Smart Compost desenvolveu metodologias que transformam a química complexa em decisão gerencial simples.

    Através de algoritmos proprietários e Inteligência Artificial, trabalhamos com o conceito de IRO (Índice de Risco de Odor). Em vez de entregar uma planilha complexa com ppm (partes por milhão) de H2S que poucos entendem, o sistema entrega um indicador de risco.

    • Verde: Operação segura.

    • Amarelo: Risco de emissão ou inversão térmica (alerta preventivo).

    • Vermelho: Ação imediata necessária (antes da reclamação ocorrer).

    Isso é manutenção de ETE preditiva. É dar ao gestor ambiental a capacidade de agir sobre a causa raiz, e não apenas apagar incêndios.

    Gestão Ambiental sem dados é apenas opinião

    Se um vizinho ou um fiscal ambiental bater à sua porta hoje alegando mau cheiro, como você prova que sua operação está dentro dos conformes?

    Se a resposta for “nós achamos que está tudo bem”, sua empresa está em risco.

    O monitoramento de gases e odores oferece a rastreabilidade jurídica necessária para proteger sua operação. É a diferença entre uma gestão vulnerável e uma gestão baseada em compliance e autoridade técnica.

    Resumo: O que sua ETE ganha com a Smart Compost?

    1. Redução de Custos: Otimização do uso de químicos e energia através de dados precisos.

    2. Segurança Jurídica: Histórico de dados auditáveis para defesa em caso de denúncias.

    3. Paz Social: Antecipação de problemas antes que afetem a comunidade vizinha.

    4. Valorização da Marca: Posicionamento real de sustentabilidade e ESG.

    Não espere a notificação chegar. Transforme o nariz subjetivo em dados objetivos.

    Quer saber qual o IRO (Índice de Risco de Odor) da sua operação hoje?

    [Fale com nossos especialistas em monitoramento estratégico]

  • O que as pessoas esperam de uma usina de compostagem? Tecnologia, sustentabilidade e controle total de gases

    O que as pessoas esperam de uma usina de compostagem? Tecnologia, sustentabilidade e controle total de gases

    Quando se fala em usina de compostagem, a primeira imagem que vem à mente é um local onde resíduos orgânicos se transformam em adubo. Mas, para quem vive ou trabalha próximo a essas áreas, a expectativa vai muito além: redução de odores, controle de emissões de gases, operação eficiente e compromisso ambiental.

    O desafio é grande. O manuseio de resíduos orgânicos em áreas residenciais ou urbanas pode gerar desconforto e até conflitos com a comunidade. É aí que tecnologias como a Smart Compost entram em cena, oferecendo soluções inovadoras para transformar esse processo em algo limpo, eficiente e sustentável.


    A realidade de uma usina de compostagem

    O processo de compostagem é complexo e exige controle rigoroso de variáveis como temperatura, umidade, oxigenação e tempo de decomposição. Sem esses cuidados, surgem problemas como:

    • Emissão de gases como metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O), nocivos ao meio ambiente.

    • Odor desagradável, que pode gerar reclamações e prejuízos à reputação da operação.

    • Perda de eficiência na transformação de resíduos em composto orgânico.

    Esses pontos são ainda mais críticos quando a usina está próxima de áreas residenciais ou inserida em zonas urbanas.


    O que as pessoas esperam de uma usina de compostagem

    Com base em expectativas da sociedade, clientes e reguladores, uma usina moderna deve:
    ✅ Garantir mínimo impacto ambiental.
    ✅ Operar com baixo odor e emissão controlada de gases.
    ✅ Cumprir normas ambientais e sanitárias.
    ✅ Produzir um composto de alta qualidade.
    ✅ Demonstrar transparência e monitoramento dos indicadores ambientais.


    Como a tecnologia Smart Compost atende a essas expectativas

    A Smart Compost desenvolveu o Primeiro Raster de Cheiro do Brasil e do Mundo, uma solução inédita para medir e controlar gases e odores em tempo real.

    Benefícios diretos para usinas e comunidades:

    • Monitoramento preciso de emissões gasosas (CO₂, CH₄, NH₃, entre outros).

    • Controle de odores com relatórios que auxiliam na tomada de decisões.

    • Registro histórico para auditorias e comprovação de conformidade ambiental.

    • Otimização do processo de compostagem, reduzindo perdas e aumentando produtividade.


    Compostagem sustentável é o futuro

    Com legislações ambientais cada vez mais rigorosas e comunidades mais atentas ao impacto das operações, usar tecnologia para controlar e comprovar eficiência ambiental não é mais um diferencial, é uma necessidade.

    A Smart Compost não apenas auxilia na gestão operacional, mas também fortalece a imagem das empresas como líderes em sustentabilidade e inovação.


    Conclusão

    O que as pessoas esperam de uma usina de compostagem vai muito além do adubo. Elas esperam respeito ao meio ambiente, responsabilidade social e tecnologia aplicada ao bem-estar coletivo.

    Com o Raster de Cheiro Smart Compost, usinas de compostagem no Brasil e no mundo têm acesso a uma solução inédita que coloca o controle nas mãos do operador e a confiança no coração da comunidade.

    ♻️ Smart Compost
    Tecnologia para compostar sem cheiro e com controle total.

  • Solução em Hardware as a Service (HaaS): Eficiência e Inovação com Custo Otimizado

    Solução em Hardware as a Service (HaaS): Eficiência e Inovação com Custo Otimizado

    No cenário atual de transformação digital e foco em sustentabilidade, empresas que buscam inovação com responsabilidade encontram no modelo Hardware as a Service (HaaS) uma solução estratégica e econômica.

    O HaaS oferece uma alternativa moderna à compra tradicional de equipamentos. Com este modelo, sua empresa pode utilizar os dispositivos mais atualizados e adequados para suas necessidades sem o ônus da aquisição direta, manutenção complexa ou obsolescência tecnológica.

    Benefícios do HaaS:
    ✅ Redução de Custos Iniciais
    Elimine o investimento de capital (CAPEX) e substitua por despesas operacionais previsíveis (OPEX), com pagamentos mensais acessíveis.

    ✅ Tecnologia Sempre Atualizada
    Garanta acesso contínuo a equipamentos de ponta, sem preocupações com depreciação ou ciclos de atualização.

    ✅ Manutenção e Suporte Inclusos
    Desfrute de suporte técnico especializado e manutenção preventiva e corretiva incluída no serviço, assegurando performance contínua.

    ✅ Escalabilidade Simplificada
    Adapte rapidamente a infraestrutura conforme a necessidade do seu negócio – aumentando ou reduzindo equipamentos conforme a demanda.

    ✅ Sustentabilidade e Gestão de Ciclo de Vida
    Contribua para a economia circular com soluções que consideram o descarte consciente e o reaproveitamento tecnológico.

    Para o setor ambiental e de compostagem:
    Soluções como o SmartCompost se tornam ainda mais acessíveis quando oferecidas como HaaS, permitindo que cooperativas, prefeituras e empresas adotem tecnologia de ponta para gestão de resíduos sem comprometer seus orçamentos. Isso viabiliza o monitoramento preciso de temperatura, umidade e gases, garantindo conformidade legal e sustentabilidade.

  • A Importância do SmartCompost no Monitoramento no Processo de Preparo da Matéria-Prima para Coprocessamento de Resíduos Perigosos

    A Importância do SmartCompost no Monitoramento no Processo de Preparo da Matéria-Prima para Coprocessamento de Resíduos Perigosos

    O monitoramento de gases e temperaturas no tratamento de resíduos perigosos é essencial para garantir a segurança operacional, a eficiência do processo e a minimização dos impactos ambientais.

    O SmartCompost, um sistema automatizado de monitoramento e controle de compostagem, desempenha um papel fundamental na análise dos principais gases gerados durante o preparo da matéria-prima para o coprocessamento de resíduos perigosos, incluindo amônia (NH₃), gás sulfídrico (H₂S), metano (CH₄) e compostos orgânicos voláteis (VOCs).

    Além disso, o SmartCompost também monitora as temperaturas das pilhas de materiais já triturados, evitando problemas comuns como a combustãoespontânea do material, um risco presente em materiais susceptíveis à oxidação térmica.

    Este artigo discute a importância do monitoramento contínuo desses parâmetros para a segurança do processo, a conformidade ambiental e a otimização do tratamento.

    1. Introdução

    O coprocessamento de resíduos perigosos é uma solução sustentável amplamente utilizada para incorporação de resíduos industriais como matéria-prima ou combustível alternativo em processos como a produção de cimento. Antes de serem utilizados, esses resíduos passam por um processo de estabilização e secagem, garantindo segurança operacional, eficiência energética e conformidade ambiental.

    Durante essa fase de preparo, a biodegradação e a volatilização de compostos químicos podem liberar gases nocivos, como amônia, gás sulfídrico, metano e compostos orgânicos voláteis (VOCs). Além disso, o acúmulo de matérias orgânicas trituradas em grandes volumes pode gerar temperaturas elevadas, aumentando o risco de combustões espontâneas, que podem comprometer a segurança da operação.

    O SmartCompost é um sistema inovador de monitoramento e controle de processos aeróbios, utilizado em usinas de compostagem e unidades de tratamento de resíduos perigosos. Ele fornece dados em tempo real sobre as condições do material tratado, permitindo ajustes operacionais precisos para minimizar emissões gasosas e controlar o aumento de temperatura nas pilhas de resíduos triturados.

    2. Gases Monitorados e Seu Impacto no Processo de Preparo da Matéria-Prima para Coprocessamento

    2.1 Amônia (NH₃)

    A amônia é gerada principalmente pela decomposição de compostos nitrogenados presentes nos resíduos orgânicos e industriais. Seus impactos incluem:

    Corrosividade, danificando equipamentos e estruturas.
    Risco ocupacional, causando irritação respiratória e toxicidade (acima de determinadas concentrações).
    Comprometimento da estabilidade da matéria-prima, reduzindo sua eficiência no coprocessamento.

    O SmartCompost permite medir e registrar as concentrações de amônia ao longo do processo, possibilitando o ajuste da aeração e umidade para minimizar emissões.

    2.2 Gás Sulfídrico (H₂S)

    O gás sulfídrico resulta da decomposição anaeróbica de materiais ricos em enxofre, sendo altamente tóxico e corrosivo. Suas consequências incluem:

    Toxicidade elevada, mesmo em baixas concentrações.
    Deterioração de equipamentos metálicos.
    Odor intenso, afetando a aceitação do processo na comunidade.

    Com o uso de sensores de H₂S do SmartCompost é possível detectar aumentos de concentração em tempo real, possibilitando intervenções operacionais para manter o ambiente aeróbio e reduzir sua formação.

    2.3 Metano (CH₄)

    O metano é um gás inflamável e de alto potencial de aquecimento global, formado em processos anaeróbios. Seu monitoramento é crucial para evitar:

    Riscos de explosão e incêndio em áreas de armazenamento.
    Acúmulo em sistemas de ventilação, criando condições perigosas.

    O SmartCompost monitora os níveis de metano, prevenindo zonas anaeróbias e otimizando o fluxo de aeração.

    2.4 Compostos Orgânicos Voláteis (VOCs)

    Os VOCs incluem solventes e hidrocarbonetos liberados por resíduos perigosos. O monitoramento de VOCsgarante:

    Redução de emissões atmosféricas, evitando impactos ambientais.
    Conformidade com normas ambientais.
    Melhoria na qualidade da ambiental, reduzindo problemas com a comunidade.

    O SmartCompost monitora VOCs em tempo real, permitindo ajustes para minimizar emissões e melhorar a eficiência do processo.

    3. Monitoramento da Temperatura para Prevenção de Combustões Espontâneas

    Além do controle de emissões gasosas, o SmartComposttambém monitora as temperaturas das pilhas de materiais triturados, um aspecto crítico no tratamento de resíduos perigosos.

    3.1 Risco de Combustão Espontânea

    A oxidação térmica de materiais orgânicos trituradospode levar a um aumento significativo da temperatura, resultando em:

    Autocombustão, colocando em risco a segurança operacional.
    Perda de matéria-prima, comprometendo a eficiência do coprocessamento.
    Emissão de fumaça e poluentes atmosféricos, afetando o meio ambiente e a vizinhança da unidade.

    3.2 Como o SmartCompost Atua na Prevenção

    Monitoramento Contínuo: Sensores registram as temperaturas das pilhas em tempo real.
    Alertas Automáticos: Notificações são enviadas caso a temperatura atinja níveis críticos.
    Controle Operacional: Acompanhamento detalhado permite intervenções rápidas, como reviramento do material ou ajuste da aeração.

    4. Benefícios do Monitoramento com o SmartCompost

    A integração do SmartCompost no monitoramento de gases e temperatura das pilhas trituradas oferece diversas vantagens:

    Precisão e Controle em Tempo Real – Permite ajustes imediatos para evitar emissões indesejadas e superaquecimento do material.

    Prevenção de Riscos Ocupacionais – Redução da exposição dos trabalhadores a gases tóxicos e riscos de incêndio.

    Otimização da Qualidade da Matéria-Prima – Controle preciso das condições para garantir um material mais seguro e eficiente no coprocessamento.

    Menor Impacto Ambiental – Redução da emissão de gases nocivos e mitigação do risco de incêndios.

    Conformidade Regulatória – Cumprimento das normas ambientais e de segurança para evitar penalizações.

    5. Conclusão

    O SmartCompost desempenha um papel essencial no monitoramento de gases e temperatura no preparo da matéria-prima para o coprocessamento de resíduos perigosos.

    Ao controlar emissões de amônia, gás sulfídrico, metano e VOCs, bem como garantir a segurança térmica das pilhas de materiais triturados, o sistema promove processos mais eficientes, seguros e sustentáveis.

    A adoção dessa tecnologia possibilita a redução de riscos operacionais, a melhoria na qualidade da matéria-prima e a otimização da gestão ambiental, consolidando o SmartCompost como uma ferramenta essencial para unidades de coprocessamento e tratamento de resíduos perigosos.

  • A infraestrutura para a compostagem desafia o conceito de economia circular

    Traduzido e modificado de FRANK FRANCIOSI, Diretor executivo do US COMPOSTING COUNCIL, publicado originalmente em 23 de março de 2021.

    Ganhando velocidade como uma avalanche, a visão da indústria de compostagem como uma parte fundamental da economia circular começou a ganhar impulso nos anos de 2016-17 [nos Estados Unidos]. Conforme a indústria de reciclagem tradicional vacilava, o que normalmente era um punhado de projetos de lei relacionados a compostagem em projetos públicos estaduais, começou a aumentar para uma alguns para dezenas, com a compostagem cada vez mais ganhando espaço.

    A expansão da indústria de reciclagem de orgânicos (compostagem), também foi impulsionada pelo reconhecimento do valor dos resíduos orgânicos e pela crescente conscientização no desperdício zero. Os custos de eliminação de resíduos e a necessidade de gerenciamento de serviços ecossistêmicos, como gerenciamento de águas pluviais, também estão aumentando devido ao acúmulo de aterros. Governos e consumidores estão reconhecendo que mover resíduos orgânicos do descarte em aterros para a compostagem pode fornecer uma solução sustentável e benéfica para mesmo em trechos urbanos.

    A recente explosão de interesse

    Em 2019, a Associação Nacional de Restaurantes dos Estados Unidos da América, deu um mergulho profundo na pesquisa sobre os impostos pagos sobre embalagens usadas em serviços de alimentação que contavam 87 taxas estaduais e duas federais, demonstrando os altos custos de sua disposição em aterros.

    A explosão de interesse na compostagem, também foi acelerada pelo colapso da indústria de reciclagem tradicional sob pressão da China, que cada vez mais rejeitava a contaminação que veio com um impulso nos Estados Unidos para a reciclagem de fluxo único (single-stream recycling). Além disso, com a pandemia a necessidade do uso de produtos de uso aumentou a conscientização dos consumidores que desejam reduzir, reciclar e fazer compostagem de materiais que estão sendo depositados em aterro e queimados.

    Qual o problema

    Embora esse interesse pela compostagem possa parecer uma ótima notícia, ele apresenta um desafio estrutural que está prestes a se tornar uma oportunidade com a resposta certa. O desafio: a infraestrutura para acomodar a pressão para a compostagem ainda não existe. A última pesquisa ampla da indústria feita pela BioCycle, nos Estados Unidos, identificou 4.700 instalações de reciclagem de orgânicos – com apenas 5% delas incluindo restos de comida em suas matérias-primas. Embora o USCC (Conselho de Compostagem dos Estados Unidos) tenha monitorado o crescimento desse número por meio da entrada de novas empresas de compostagem como membros da organização, ainda deixa a maioria das pessoas nos Estados Unidos sem acesso serviços de compostagem de restos de alimentos, seja em pequena (compostagem comunitária) grande escala (usinas de compostagem).

    Não houve uma quantificação nacional da prática de compostagem em casa na América mostrando que muitos americanos não podem ou não querem fazer compostagem em casa.

    Isto deixa uma lacuna de usinas e sistemas de compostagem capazes de atender à crescente demanda dos consumidores por produtos compostáveis ​​e para compostagem de restos de comida.

    O que a indústria está fazendo

    O Conselho de Compostagem dos Estados Unidos (USCC), começou a trabalhar em 2018 em uma iniciativa chamada Target Organics. A iniciativa tem foco na capacidade dos governos, principalmente municipais de mover o mercado. Raciocinando que esses são os controladores do fluxo de resíduos devido à sua responsabilidade pela gestão de resíduos, é um lugar lógico para começar o foco nos esforços para aumentar a infraestrutura.

    Para verificar o que a indústria de compostagem já aprendeu com as organizações, membros do USCC e líderes do programa Target Organics passaram dois anos pesquisando sobre os principais obstáculos dos municípios para aumentar os programas e realizar a instalação de centros e usinas de compostagem. Como resultada, estes obstáculos foram descritos como:

    • Zoneamento: as categorias de uso da terra específicas para compostagem são raras em cidades dos EUA, forçando os operadores de instalações de compostagem a trabalhar com as autoridades municipais para criar alterações de zoneamento a partir do zero (às vezes exigindo longas e contenciosas audiências públicas), ou tendo que trabalhar com regras caras e complicadas para instalações de resíduos sólidos.
    • Financiamento: Parcerias público-privadas: Os gestores municipais de reciclagem e obras públicas na pesquisa disseram não ter mecanismos ou apoio do poder público para novos impostos ou taxas que viabilizem a construção de novas instalações de compostagem.
    • A falta de concessões e empréstimos para equipamentos – são um obstáculo frequentemente citado para os empresários do setor privado. Estados que usaram sobretaxas de taxa de depósito e outros mecanismos de financiamento criativos e criaram fundos de subsídio para equipamentos de compostagem, como o Tennessee, viram mais instalações de compostagem avançarem.
    • Concessão de licenças: O Conselho de Compostagem dos EUA está atualmente atualizando um Modelo de Regra Modelo de 2012 que a indústria criou para uso por estados que estão atualizando suas regras de resíduos sólidos para incluir instalações de compostagem. Onde isso não aconteceu, os empresários acharam mais difícil navegar pelas regras estaduais de resíduos sólidos ou estruturas desatualizadas de instalações de compostagem que não levam em consideração a forma como as instalações agora operam.
    • Melhores práticas: O USCC está desenvolvendo uma visão geral das melhores práticas para coletar e processar materiais. Opções de parceria pública / privada e estudos de caso de implementação bem-sucedida, ferramentas de redução de contaminação, divulgação e educação para obter o apoio das partes interessadas serão incluídos neste relatório de melhores práticas.
    • Mercados para compostagem: A indústria da compostagem está constantemente se esforçando para conscientizar os consumidores e autoridades eleitas de que a coleta de produtos recicláveis é apenas o primeiro passo, o aumento do uso de sistemas e usinas de compostagem é de igual importância. E ainda, quanto aos benéficos do uso do composto gerado para sequestro de carbono, saúde do solo, águas pluviais, manejo da seca e aumento do valor nutricional das plantas que compõem o sistema alimentar. Mostrando que a compostagem de resíduos orgânicos é uma solução imprescindível para uma verdadeira economia circular em circuito fechado.

    Quais as soluções?

    Dinheiro para construção de uma infraestrutura de compostagem: Sobretaxas nas taxas de descarte de resíduos e a tendência crescente de exigir que os fabricantes de produtos (responsabilidade estendida do produtor) arquem com parte do custo dos programas ambientais pode ajudar a aumentar o financiamento da compostagem e o investimento privado.

    Conscientização e reconhecimento da Agência Federal de que a coleta de orgânicos é uma solução de reciclagem: A indústria de compostagem tem educado e pressionado a EPA dos EUA para incluir a reciclagem de orgânicos e compostagem na Estratégia Nacional de Reciclagem, o sistema que estão desenvolvendo para aumentar os esforços de reciclagem em todo o país. Atualmente, esse sistema não leva em consideração os 30% estimados do fluxo de resíduos provenientes de resíduos orgânicos.

    Legislação nacional em áreas como rotulagem de produtos compostáveis: financiamento como um incentivo para o desenvolvimento e uso de produtos compostáveis em todas as escalas.

    Proibições e mandatos sobre produtos orgânicos: Atualmente, 22 estados proibiram a eliminação de resíduos de quintal; seis estados e quatro cidades proibiram o descarte de restos de alimentos de seus sistemas de resíduos e dois determinaram a reciclagem de orgânicos. Mais esforços como esses irão estimular o investimento e o interesse em instalações de compostagem por parte do setor privado, uma abordagem “construa e eles virão”, apoiando a demanda dos municípios encontrada na pesquisa.

    Requisitos e incentivos para o uso de composto: O Serviço Nacional de Conservação de Recursos, está avaliando um padrão nacional de carbono do solo que aumentará o uso de composto em fazendas e ranchos, fornecendo incentivos para armazenar carbono através da aplicação de composto orgânico, o que foi comprovado por pesquisas científicas na área. O composto também deve ser incluído nos planos nacionais de crédito de carbono pela mesma razão. Além disso, os programas municipais de recompra de composto são outro método para garantir o uso do composto; e a exigência de que os órgãos estaduais de rodovias especifiquem o composto, já adotado por 12 estados.

    É um desafio para os líderes políticos, empresas e consumidores americanos se unirem para construir um sistema de compostagem que atenderá à necessidade e ao desejo de reciclar nossos orgânicos. Com mais atenção, financiamento e vontade política, isso pode ser feito.

    Texto original de: Frank Franciosi Executive Director, US Composting Council

    Tradução: Fazverde Soluções Ambientais

  • O que pode ser usado para a compostagem?

    Se você é um gerador de algum destes produtos, entre em contato!

    Folhas: De queda de folhas sazonais ou de corte, poda ou remoção. Pode ser um ou mais dos seguintes: folhas soltas, palha e palha de pinheiro.

    Resíduos de jardim (resíduos verdes): folhas, aparas de relva, arbustos, materiais de jardim, troncos de árvores, árvores de natal e podas de árvores ou arbustos. Podem também incluir materiais vegetativos resultantes da utilização de produtos comerciais, incluindo, mas não se limitando a, flores descartadas, flores em vasos ou cobertores de sepulturas que não incluem plástico, metal, espuma de poliestireno ou outro material não biodegradável.

    Resíduos da Colheita / Resíduos agrossilvipastoris: Materiais gerados pela produção, colheita e processamento de plantas agrícolas ou hortícolas. Estes resíduos incluem, mas não estão limitados a caules, caules, folhas, vagens, cascas, bagaço e raízes.

    Árvores: Estacas de árvores, galhos de árvores, arbustos ou arbustos que foram cortados por residências, podadores de árvores comerciais e / ou serviços comerciais de cuidado do plantas.

    Resíduos da silvicultura: Resíduos e subprodutos de árvores cortadas, incluindo, mas não se limitando a tocos de árvores, serragem, paletes e madeira dimensional que não foram tratados quimicamente ou com adesivos e revestimentos como tinta, cola ou qualquer outro contaminante.

    Esterco bovino: esterco de vaca, também conhecido como estrume de vaca, é o produto de resíduos de espécies de bovinos. Estas espécies incluem gado de leite, gado de corte.

    Estrume de cavalo: esterco de cavalo, normalmente acompanhados de material de cama.

    Estrume de Aves: Estrume de Aves ou estrume de galinha é o lixo orgânico de aves composto principalmente de fezes e urina de galinhas. A mistura de estrume de aves com alimentos derramados, penas e materiais de cama como aparas de madeira ou serragem é referida como cama de frango. A composição e qualidade de uma cama de frango varia de acordo com os tipos de aves, dieta e suplementos dietéticos, coleta e armazenamento da cama.

    Restos de comida: comida pré e pós-consumo das residências e do setor comercial / industrial / institucional incluindo, mas não se limitando a legumes, frutas, grãos, produtos lácteos, carnes e utensílios / embalagens compostáveis ​​que podem ser misturadas.

    Produtos Compostos: Contêineres, filmes ou utensílios de serviços de alimentação como tigelas, pratos, copos, talheres, feitos de materiais como matéria vegetal, papel, papelão e plásticos que atendem ao Instituto de Produtos Biodegradáveis ​​(BPI) ASTM D6400, D6868. Esses produtos devem ser rotulados de acordo com as Diretrizes de Rotulagem do USCC (Conselho de Compostagem dos EUA).

    Subprodutos industriais: Materiais orgânicos gerados por processos industriais ou de fabricação que não são tóxicos, não são perigosos, não contêm águas residuarias.

    Biosólidos: Sólidos derivados do tratamento primário, secundário ou avançado de efluentes sanitários que foram tratados através de um ou mais processos controlados que reduzam significativamente os patógenos e reduzam os sólidos voláteis ou estabilizem quimicamente os sólidos a ponto de não atraírem vetores

  • Monitorando gases, temperatura e umidade na compostagem

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Texto publicado na página do evento BioComForest

    A compostagem é uma tecnologia que busca aumentar a eficiência dos processos de reciclagem de resíduos orgânicos, de modo que possam ser reaproveitados na agricultura com segurança.

    No Brasil, o SmartCompost (www.smartcompost.com.brocupa lugar de destaque quando o assunto é compostagem. O equipamento patenteado monitora temperatura, umidade e gases como metano e CO2, otimizando o processo e acompanhando a emissão de odores.

    Integrado a uma estação meteorológica, o equipamento prevê condições climáticas e responde às preocupações da comunidade, promovendo uma compostagem eficiente e ambientalmente responsável, além de melhorar a convivência comunitária.

    O SmartCompost está no mercado desde 2019. Mas a equipe trabalha com compostagem desde 2009. A tecnologia é detentora de duas premiações internacionais, entregues pelo Conselho de Compostagem dos Estados Unidos (US Composting Council), do qual faz parte inclusive do time de mentores, do programa de profissionalização de profissionais norte-americanos.

    Matérias-primas utilizadas na compostagem.
    Estação meteorológica instalada em pátio de compostagem – Auxilia na tomada de decisão dos operadores.
    Composto produzido em uma planta de compostagem.
    Dashboard do site www.smartcompost.com.br

    Exclusivamente para a redação do Mais Floresta (www.maisfloresta.com.br), Felipe Pedrazzi um dos fundadores do SmartCompost, e também atual diretor-presidente da Associação Brasileira de Compostagem, destacou a relevância do projeto e seus diferenciais no mercado.

    Pedrazzi possui uma vasta experiência em compostagem e gestão de resíduos, seus estudos têm contribuído significativamente nacional e internacionalmente para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis no setor. Sua expertise inclui: Criação de sistemas eficientes de compostagem, Gerenciamento de projetos de compostagem em larga escala e Promoção de práticas sustentáveis e educação sobre compostagem.

    Mais Floresta – Como foram as etapas para a concepção do projeto SmartCompost? E quais os principais desafios enfrentados?

    Felipe Pedrazzi – A concepção do projeto SmartCompost passou pelas dificuldades operacionais de uma planta de compostagem, como os controles de temperatura (obrigatórios), identificação de odores e controles de processo. Diante disso entendemos que o processo manual de inserir um termômetro, passar para uma prancheta, da prancheta para a planilha, da planilha para a análise dados, muitos erros aconteciam, dados e tempo eram perdidos, além dos erros inerentes ao processo manual.

    Depois disso, quisemos uma análise muito mais abrangente, com a visão do processo como um todo: desde a tomada de temperaturas, medição de umidade, emissão de gases indicadores de anaerobiose, para que pudéssemos controlar adequadamente o processo, evitar odores e produzir um composto de excelente qualidade! Portanto, podemos resumir o processo de implantação do SmartCompost da seguinte forma:

    1. Identificação do problema: necessidade de uma solução eficiente para gerenciar unidades de compostagem.
    2. Desenvolvimento da Tecnologia: desenvolvimento de um sistema automatizado com sensores e estação meteorológica.
    3. Patente e Legislação: nosso produto é patenteado e está servindo para dar conformidade com normas ambientais e requisitos das licenças de operação.
    4. Lançamento e Comercialização: introdução ao mercado com foco em sustentabilidade.

    Mais Floresta – Como esta tecnologia funciona em prática?

    Felipe Pedrazzi – A tecnologia opera através das seguintes etapas:

    • Monitoramento Contínuo: sensores para temperatura, umidade e gases (Amônia, Gás Sulfídrico e Metano);
    • Análise de Dados: a análise dos dados confere otimização do processo com base em dados coletados;
    • Estação Meteorológica: ajustes baseados em condições climáticas;
    • Relatórios e Conformidade: garantia de conformidade com normas ambientais e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    Quais os seus principais diferenciais no mercado?

    Podemos destacar:

    • Tecnologia Integrada: sensores e análise de dados em tempo real;
    • Sustentabilidade: redução de emissões e mitigação de odores;
    • Conformidade Legal: operações de acordo com normas ambientais;
    • Eficiência Operacional: otimização do processo de compostagem.

    Mais Floresta – De que maneira o SmartCompost atua na proteção do meio ambiente em locais onde há monitoramento através de sua tecnologia?

    Felipe Pedrazzi – A compostagem em si já é um processo de tratamento de resíduos e produção de um excelente adubo para a agricultura em geral. Melhora as condições do solo, para que as plantas cresçam mais saudáveis, requeiram 40%-60% a menos de fertilizantes químicos solúveis em água e suprimem o uso de defensivos em até 80%, se as condições da lavoura forem manejadas para atingir estes resultados. São conceitos que estão sendo tratados na Agricultura Regenerativa Tropical. Além disso, nosso equipamento ainda consegue:

    • Redução de Emissões: devido ao monitoramento contínuo das condições das pilhas de compostagem, é possível identificar condições inadequadas (anaeróbicas) e agir rapidamente, evitando as emissões atmosféricas e odores;
    • Prevenção de Problemas: identificação precoce de problemas operacionais;
    • Conformidade Ambiental: operações adequadas minimizam o impacto ecológico.

    Mais Floresta – Quais expectativas para o mercado de compostagem para os próximos anos?

    Felipe Pedrazzi – A medida que as pessoas passam a entender que os resíduos devem ser tratados com seriedade e que os impactos inerentes ao aterramento ou colocação destes materiais em locais inadequados trazem problemas graves à saúde e ao ambiente, visam por soluções sustentáveis. A compostagem é um excelente aliado do produtor rural, que consegue agregar valor à sua lavoura, pelo baixo investimento e aumento da produtividade.

    Ao mesmo tempo, a compostagem resolve também um problema urbano, que é a geração de resíduos orgânicos e disposição em aterros e ‘lixões’ (gerando metano, contaminando o solo, água e ar). Estes, aliados à poda urbana podem ser misturados e comportados, gerando fertilizante para áreas periurbanas, que produzem alimentos nos cinturões verdes, por exemplo.

    BioComForest 2024

    Pedrazzi estará presente como palestrante convidado no BioComForest 2024, um dos maiores eventos de biomassa, compostagem e floresta, que acontecerá nos dias 30 e 31/07 e 01/08, no campus da Unesp, em Botucatu (SP). O evento é uma oportunidade única para contato e troca de experiências entre empresas especializadas, fornecedores e clientes. Saiba mais, e garanta sua inscrição no link: https://biocomforest.com.br/