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  • Os Desafios da Compostagem em Larga Escala: Como o Controle de Dados e Sensores de Gases Resolvem o Problema dos Odores

    Os Desafios da Compostagem em Larga Escala: Como o Controle de Dados e Sensores de Gases Resolvem o Problema dos Odores

    Os Desafios da Compostagem em Larga Escala: Como o Controle de Dados e Sensores de Gases Resolvem o Problema dos Odores

    Por muito tempo, os resíduos orgânicos gerados pelas atividades humanas e industriais foram vistos apenas como passivos ambientais, cujo destino eram os aterros sanitários.

    Com o avanço da legislação ambiental e das metas globais de ESG, a compostagem em larga escala se consolidou como uma das estratégias mais eficientes para tratar e valorizar esses materiais. No entanto, escalar uma operação de compostagem traz desafios operacionais complexos.

    O maior deles é o controle de odores e a emissão de gases. Para garantir a viabilidade e o compliance de grandes plantas de tratamento, o monitoramento ambiental baseado em métricas deixou de ser um diferencial e tornou-se uma exigência operacional.

    A Complexidade e as Dores da Compostagem em Larga Escala

    O Brasil gera anualmente centenas de milhões de toneladas de resíduos orgânicos. Transformar volumes massivos de materiais, como lodos de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), resíduos agroindustriais e restos de alimentos, em fertilizantes seguros exige rigor técnico.

    A compostagem de resíduos é um processo biológico e aeróbio. Para que ocorra a degradação e a estabilização corretas da matéria orgânica, o material passa por fases de decomposição que podem durar de 60 a 120 dias, ou de 3 a 6 meses.

    O sucesso dessa estabilização exige o controle minucioso de parâmetros operacionais. É preciso garantir a aeração constante da massa, manter a umidade em níveis adequados e assegurar que as temperaturas nas leiras atinjam faixas ideais, geralmente entre 40°C e 60°C. Além disso, o balanço entre carbono e nitrogênio é fundamental para a nutrição dos microrganismos.

    Quando qualquer um desses fatores sai do controle, o processo aeróbio é comprometido e reações anaeróbias indesejadas ganham força. É exatamente neste ponto que surge a principal dor de quem opera grandes pátios de compostagem: a geração de odores fortes.

    O Problema do Odor e a Subjetividade na Gestão Ambiental

    Os odores gerados por uma compostagem ineficiente são compostos por gases voláteis, como amônia e gás sulfídrico. Para os gestores ambientais e operadores de aterros ou ETEs, o cheiro não é apenas um incômodo comunitário.

    Ele é o sintoma claro de uma ineficiência na degradação da matéria orgânica. O grande obstáculo da gestão tradicional é que o odor costuma ser tratado como uma percepção puramente subjetiva.

    Quando comunidades do entorno reclamam de mau cheiro ou órgãos reguladores realizam fiscalizações, as empresas frequentemente não possuem dados concretos para auditar sua própria operação. Sem métricas claras, as decisões para mitigar o problema são baseadas em suposições. Isso gera desperdício de recursos, perda de eficiência e riscos severos de autuações ambientais.

    Em um cenário de rigorosa conformidade com normas como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tratar o odor como uma opinião é um risco crítico para a reputação e a viabilidade do negócio.

    Smart Compost: Transformando Odor em Dados Auditáveis

    Para solucionar a lacuna da subjetividade no controle ambiental, a digitalização dos processos é o caminho definitivo.

    A Smart Compost atua diretamente na raiz deste problema, sendo a primeira startup no Brasil a medir e controlar a emissão de gases na compostagem e a primeira no mundo a entregar uma tecnologia 100% online para o monitoramento de gases em larga escala.

    Por meio de sensores de gases de alta precisão e tecnologia avançada de raster de cheiro, a Smart Compost transforma a percepção imprecisa do odor em um dado concreto e rastreável. O sistema permite que grandes plantas de compostagem, agroindústrias e ETEs monitorem suas emissões em tempo real.

    Ao invés de reagir a notificações e reclamações, o gestor ambiental visualiza os indicadores diretamente em plataformas digitais, identifica anomalias de emissão antes que o odor ganhe grandes proporções e toma decisões operacionais corretivas de forma antecipada.

    O odor deixa de ser uma ameaça invisível e passa a ser um indicador de performance monitorado continuamente.

    Essa capacidade técnica garante transparência irrefutável para órgãos reguladores, materializa as práticas de ESG da companhia e eleva o nível de segurança das operações.

    O Futuro do Controle Ambiental Baseado em Decisões

    A reciclagem e a compostagem são ferramentas indispensáveis para a sustentabilidade, evitando problemas ambientais e garantindo que nutrientes valiosos retornem ao solo agrícola com segurança.

    Contudo, o futuro do agronegócio e do saneamento exige eficiência operacional em escala.

    Investir em biocompostagem inteligente e no monitoramento online de emissões é o único caminho sustentável para escalar operações complexas.

    Afinal, gestão ambiental sem dados é opinião. Gestão ambiental com dados é decisão. A Smart Compost entrega a inteligência e a precisão necessárias para que empresas protejam o meio ambiente, suas comunidades e a longevidade dos seus negócios.

  • Segurança Ambiental e Emissões: O Perigo dos Gases para Trabalhadores e Comunidades

    Segurança Ambiental e Emissões: O Perigo dos Gases para Trabalhadores e Comunidades

    Segurança Ambiental e Emissões: O Perigo dos Gases para Trabalhadores e Comunidades

    Recentemente, um grave incidente em Santa Catarina ilustrou de forma clara os riscos associados ao descontrole de emissões atmosféricas. Um vazamento de amônia em uma instalação industrial forçou fiéis a abandonarem uma igreja próxima às pressas, resultando em cinco pessoas necessitando de atendimento médico de urgência.

    Esse evento reforça um alerta crítico para agroindústrias, ETEs, aterros sanitários e grandes plantas de compostagem: a emissão de gases não é apenas uma questão de desconforto olfativo. É uma pauta central de saúde pública, segurança ocupacional e responsabilidade corporativa.

    O Perigo Invisível: Impacto Ocupacional e Social

    Gases gerados em processos industriais e biológicos, como a própria amônia, o gás sulfídrico e os compostos orgânicos voláteis (COVs), possuem alta toxicidade dependendo da sua concentração no ar.

    Para os colaboradores que atuam diretamente na planta, a exposição contínua sem o devido controle de emissões representa um risco ocupacional severo, podendo causar desde irritações nas vias respiratórias até intoxicações agudas. Para as comunidades do entorno, o impacto vai além da queda na qualidade de vida. O arraste de gases tóxicos pelo vento pode gerar crises de saúde pública imediatas, pânico e, invariavelmente, passivos judiciais e de imagem incalculáveis para a empresa responsável.

    Normas Obrigatórias e Compliance Ambiental

    A legislação brasileira é rigorosa quanto à proteção dos trabalhadores e do meio ambiente. O não cumprimento das normas pode resultar na paralisação das atividades e em multas milionárias.

    Do ponto de vista ocupacional, a Norma Regulamentadora 15 (NR-15) estabelece os limites de tolerância para a exposição a agentes químicos, exigindo monitoramento rigoroso para garantir a salubridade do ambiente de trabalho. Na esfera ambiental, as resoluções do CONAMA e as exigências dos órgãos estaduais de proteção ambiental (como CETESB, FATMA, entre outros) condicionam a licença de operação ao controle estrito de emissões atmosféricas e de incômodos olfativos para a vizinhança.

    O grande desafio histórico sempre foi provar esse compliance. Sem dados contínuos, as empresas ficavam vulneráveis a denúncias subjetivas e fiscalizações pontuais, que nem sempre refletiam a realidade média da operação.

    Prevenção de Crises com Gestão Baseada em Dados

    A única forma de garantir a segurança dos colaboradores, proteger a comunidade e assegurar o cumprimento das normativas é tratar o monitoramento ambiental com o rigor tecnológico que o cenário exige.

    O uso de sensores de gases e sistemas de raster de cheiro permite mapear, quantificar e registrar as emissões 24 horas por dia. Com a tecnologia da Smart Compost, gestores ambientais têm acesso a painéis que não apenas medem a concentração de gases em tempo real, mas também emitem alertas automáticos caso os níveis se aproximem dos limites críticos de segurança ou das fronteiras da propriedade.

    Ao transformar a percepção difusa do risco em dados exatos e auditáveis, a empresa deixa de reagir a emergências e passa a atuar na prevenção. Um pico na emissão de amônia, por exemplo, é detectado online e corrigido na origem, antes que alcance os trabalhadores ou a comunidade vizinha.

    Garantir a segurança e o compliance exige mais do que boas intenções ou protocolos de papel. Gestão ambiental com dados é decisão, e é essa precisão tecnológica que protege vidas, assegura o cumprimento normativo e preserva a continuidade das operações.

  • Como a Tecnologia Revoluciona o Controle de Processos na Compostagem

    Como a Tecnologia Revoluciona o Controle de Processos na Compostagem

    Como a Tecnologia Revoluciona o Controle de Processos na Compostagem

    A compostagem em larga escala exige controle de processos biológicos complexos que exige precisão. Historicamente, a gestão dessas operações dependia de medições manuais esporádicas e, muitas vezes, da percepção humana para identificar desvios. O resultado dessa abordagem analógica são processos ineficientes, perda de qualidade no produto final e, frequentemente, problemas de relacionamento com as comunidades do entorno devido à emissão de odores.

    A transição para uma compostagem inteligente exige que a intuição dê lugar aos fatos. O uso de tecnologia aplicada ao controle de processos transforma plantas de tratamento de resíduos em operações industriais de alta previsibilidade, garantindo compliance e eficiência.

    A Diferença Entre Percepção e Dado Real

    Em operações complexas como aterros sanitários, estações de tratamento de esgoto (ETEs) e grandes plantas de biocompostagem, o cheiro é frequentemente tratado como um incômodo subjetivo. No entanto, o odor é um indicativo químico de que o processo biológico está fora dos parâmetros ideais. A transição de um ambiente aeróbio para anaeróbio, por exemplo, gera gases como amônia e gás sulfídrico, que além de causarem forte impacto olfativo, representam perda de nitrogênio e outros nutrientes valiosos.

    Tratar a emissão de gases apenas como “mau cheiro” é um erro de gestão. O odor é um dado. Quando quantificado, ele se torna o principal indicador de saúde da sua leira de compostagem.

    A Digitalização do Monitoramento Ambiental

    O controle de processos moderno não permite mais tomadas de decisão baseadas em relatórios retroativos. A tecnologia atual permite a digitalização completa da gestão ambiental por meio de ferramentas específicas:

    Sensores de Gases em Tempo Real

    A instalação de sensores de gases industriais nas frentes de operação permite a leitura contínua das emissões. Ao medir a concentração exata de compostos voláteis, os gestores conseguem identificar anomalias no exato momento em que elas começam a se formar, muito antes de o odor se dispersar para áreas vizinhas.

    Raster de Cheiro e Previsibilidade

    A análise de odores evoluiu para o conceito de raster de cheiro. Integrando dados meteorológicos aos índices de emissão captados pelos sensores, é possível mapear a pluma de dispersão dos gases. Isso significa que a operação sabe exatamente para onde o odor vai, qual sua concentração e qual será o impacto, permitindo o ajuste do processo — como o revolvimento das leiras ou a correção da aeração — de forma preditiva.

    Posicionamento e Impacto ESG

    A adoção do monitoramento ambiental online eleva o patamar da operação frente a órgãos reguladores e investidores. A Smart Compost, como a primeira startup do Brasil a medir e controlar a emissão de gases na compostagem e a primeira no mundo a oferecer essa tecnologia 100% online em larga escala, viabiliza essa transformação.

    Ao auditar e rastrear as emissões de forma contínua, a agroindústria e as gestoras de resíduos garantem transparência total. O controle rigoroso de emissões deixa de ser apenas uma exigência de compliance ambiental para se tornar um pilar estratégico de ESG, comprovando a responsabilidade social e ambiental da empresa com dados inquestionáveis.

    Gestão ambiental sem dados é apenas opinião. Quando o controle de processos se baseia em métricas em tempo real, a operação ganha a clareza necessária para tomar decisões seguras, protegendo o meio ambiente, a comunidade e a rentabilidade do negócio.

  • Mau Cheiro em Estações de Tratamento: Como o Monitoramento de Gases Transforma Crises em Decisões Inteligentes

    Mau Cheiro em Estações de Tratamento: Como o Monitoramento de Gases Transforma Crises em Decisões Inteligentes

    O caso recente de Hortolândia, no interior de São Paulo, ilustra o desafio das grandes plantas de saneamento. Entenda como a tecnologia da Smart Compost identifica a origem dos odores e garante segurança ambiental.

    No início de 2026, moradores de Hortolândia, na região de Campinas, voltaram a protestar contra o mau cheiro constante proveniente de uma Estação de Tratamento de Esgoto local. Relatos de dores de cabeça, perda de qualidade de sono e irritação evidenciam um problema crônico de saúde pública. De um lado, a população sofre com a imprevisibilidade do odor. De outro, as autoridades e a operação tentam mitigar a situação com ações paliativas, enfrentando cobranças de órgãos reguladores como a Arsesp e a Cetesb. O grande desafio dessa equação é a falta de controle ambiental baseado em dados precisos.

    O caso da ETE em Hortolândia não é isolado. Ele ilustra uma dor comum em grandes plantas de saneamento, aterros sanitários e agroindústrias em todo o Brasil. A fiscalização muitas vezes aponta falhas estruturais, mas em determinados momentos os laudos indicam ausência de problemas, enquanto a comunidade continua sendo impactada. Isso ocorre por um motivo estrutural claro. O odor, quando não monitorado por equipamentos adequados, é tratado como uma percepção humana e subjetiva.

    A Smart Compost nasceu para mudar essa realidade e digitalizar a gestão ambiental de ponta a ponta. Como a primeira startup no Brasil e no mundo a oferecer tecnologia 100% online para monitoramento de gases em larga escala, nós transformamos o cheiro em um dado exato, matemático e auditável.

    A origem do problema e a solução através de dados

    Investimentos milionários em modernização de infraestrutura são fundamentais para o saneamento básico. No entanto, a operação diária exige inteligência e respostas rápidas. A tecnologia da Smart Compost atua exatamente como uma ferramenta de diagnóstico e controle.

    Por meio de sensores de gases de alta precisão, o sistema cria o que chamamos de raster de cheiro. Essa funcionalidade permite mapear a pluma de dispersão dos compostos voláteis e identificar o ponto exato de origem das emissões. O gestor ambiental descobre em tempo real onde o problema começa, qual a sua intensidade e para onde o vento está levando os gases.

    Quando uma estação de tratamento, aterro ou planta de biocompostagem opera com nossos sensores, o administrador não precisa esperar a reclamação do morador ou a multa do órgão fiscalizador. Ele visualiza o pico de emissão na tela do computador, cruza essas informações com dados meteorológicos integrados e age de forma imediata e preventiva.

    Transparência, ESG e o futuro da gestão ambiental

    Órgãos reguladores exigem cada vez mais rigor, rastreabilidade e compliance ambiental. A apresentação de relatórios baseados em métricas ininterruptas comprova o compromisso real da operação com as normas de ESG. A tecnologia elimina o achismo, protege a saúde das comunidades do entorno e resguarda juridicamente a empresa.

    Gestão ambiental sem dados é opinião. Gestão ambiental com dados é decisão. A Smart Compost entrega as ferramentas necessárias para que administradores públicos e privados assumam, de forma definitiva, o controle das suas emissões.

  • Monitoramento de Gases e Odores: O Que o Incidente da Latam Ensina Sobre Controle Operacional

    Monitoramento de Gases e Odores: O Que o Incidente da Latam Ensina Sobre Controle Operacional

    Um incidente recente no Aeroporto de Guarulhos ilustra perfeitamente como o olfato humano atua como um sistema de alarme primitivo. Um voo da Latam com destino a Miami precisou abortar a decolagem após os passageiros e a tripulação identificarem um forte cheiro de queimado na aeronave. A percepção do odor foi o gatilho para paralisar a operação e evitar um risco maior. No entanto, depender do nariz humano para identificar falhas é uma estratégia reativa, subjetiva e perigosa quando aplicada em larga escala.

    Na gestão de processos industriais, aterros sanitários e plantas de compostagem, o odor não pode ser tratado como uma surpresa. Ele precisa ser monitorado, quantificado e controlado antes que se torne um problema de segurança, conformidade ou incômodo para a comunidade.

    A limitação da percepção humana na gestão ambiental

    Quando uma pessoa sente um cheiro forte, a dispersão do gás já ocorreu. Em operações complexas, esperar que um operador ou a comunidade vizinha reclame de um odor significa que o controle ambiental falhou. A percepção humana é inconstante e varia de acordo com a sensibilidade de cada indivíduo. Além disso, muitos gases perigosos ou indicativos de ineficiência operacional não possuem cheiro perceptível em baixas concentrações.

    É neste cenário que a tecnologia transforma a operação. Nossos clientes, que incluem gestores de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), agroindústrias e grandes plantas de biocompostagem, utilizam dados para antecipar cenários. Ao instalar uma rede de sensores de gases estratégicos, é possível criar um verdadeiro raster de cheiro. Essa tecnologia mapeia a pluma de dispersão e identifica a origem exata da emissão gasosa em tempo real.

    Como identificar odores em processos de compostagem inteligente

    A compostagem em larga escala é um processo biológico sensível. A emissão de gases como amônia ou gás sulfídrico indica desequilíbrios na aeração, umidade ou relação carbono e nitrogênio das leiras. Para identificar esses odores de forma técnica, a Smart Compost implementa um sistema de monitoramento ambiental em tempo real.

    Os sensores captam as concentrações de gases e enviam as informações para uma plataforma 100% online. Se uma leira de compostagem começa a desviar de seus parâmetros ideais, o sistema gera um alerta muito antes do cheiro se tornar perceptível ao nariz humano. Isso permite que a equipe operacional atue na correção do processo imediatamente, otimizando a eficiência e garantindo o compliance ambiental.

    O controle de emissões como pilar ESG

    A Smart Compost é a primeira startup brasileira de base tecnológica a medir e controlar a emissão de gases na compostagem. Somos pioneiros no mundo com uma tecnologia totalmente conectada para o monitoramento em larga escala. Acreditamos que a rastreabilidade e a transparência são fundamentais para uma verdadeira agenda ESG.

    O incidente da Latam nos lembra que o cheiro é um sintoma de que algo está acontecendo nos bastidores. Na indústria e no saneamento, não podemos pilotar no escuro. Gestão ambiental sem dados é opinião. Gestão ambiental com dados é decisão.

  • O Futuro do Controle de Odor Industrial: Como os Dados Transformam a Conformidade Ambiental em Estratégia

    O Futuro do Controle de Odor Industrial: Como os Dados Transformam a Conformidade Ambiental em Estratégia

    O controle de odor industrial deixou de ser apenas uma questão de boa vizinhança para se tornar um pilar estratégico de compliance, eficiência operacional e sustentabilidade corporativa. Operações complexas, como Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), aterros sanitários, agroindústrias e grandes plantas de compostagem, lidam diariamente com o desafio de mitigar o impacto de suas emissões gasosas. Quando não gerenciados corretamente, os odores industriais geram desconforto nas comunidades do entorno, impactam a saúde dos colaboradores e trazem sérios riscos jurídicos e institucionais para as marcas.

    Historicamente, o mercado foca em soluções de contenção e tratamento físico-químico na ponta do processo, como os tradicionais lavadores de gases, amplamente utilizados para isolar partículas poluentes e neutralizar compostos odoríferos. No entanto, o cenário regulatório e as exigências do mercado atual demandam uma abordagem muito mais profunda, preventiva e, acima de tudo, mensurável.

    A Rigidez da Legislação e os Riscos da Percepção Subjetiva

    Conforme destacado no panorama regulatório nacional, o Brasil possui diretrizes claras para balizar as emissões gasosas e os limites de odores. Em nível federal, a Resolução Conama 382/2006 estabelece limites máximos para diversos tipos de empreendimentos, definindo critérios para a elaboração de planos de controle ambiental. Paralelamente, legislações estaduais e municipais, como a Lei nº 16.402 do município de São Paulo, aplicam regras ainda mais restritivas para o zoneamento urbano e o incômodo olfativo.

    O descumprimento dessas normas não resulta apenas em multas financeiras severas. Ele pode levar à interdição temporária das atividades, suspensão de licenças ambientais vitais e sérios danos à reputação pública da empresa. O grande entrave da gestão tradicional é tratar o odor como uma percepção subjetiva baseada em reclamações, o que impede uma atuação proativa.

    Para mudar esse paradigma, o mercado precisa adotar uma premissa clara: gestão ambiental sem dados é opinião. Gestão ambiental com dados é decisão.

    A Realidade Smart Compost: Transformando Odor em Dado Técnico

    Como uma startup brasileira de base tecnológica, a Smart Compost nasceu para preencher exatamente essa lacuna. Fomos pioneiros no Brasil ao medir e controlar a emissão de gases na compostagem e nos tornamos a primeira empresa no mundo a desenvolver uma tecnologia 100% online para o monitoramento de gases em larga escala.

    Nossa atuação redefine o controle de odor industrial ao introduzir uma camada inteligente de monitoramento ambiental. Por meio de sensores de gases de alta precisão e da metodologia de raster de cheiro, nós transformamos o odor em um indicador técnico quantificável.

    Em vez de apenas reagir quando o odor já se espalhou, gestores de ETEs, aterros e plantas industriais passam a acompanhar, em tempo real, os níveis de compostos específicos como o sulfeto de hidrogênio e a amônia. Essa abordagem baseada em dados permite:

    • Identificar falhas operacionais exatas antes que elas gerem crises externas.

    • Otimizar o uso de insumos neutralizantes e o funcionamento de lavadores de gases, gerando economia de recursos.

    • Construir um histórico auditável e transparente para apresentar aos órgãos reguladores, blindando a operação contra sanções baseadas em critérios meramente subjetivos.

    Conexão com o Projeto Smart Carbon: Do Controle de Odor à Descarbonização

    O monitoramento inteligente de gases não soluciona apenas o desafio do impacto olfativo imediato, ele abre as portas para uma gestão ambiental preditiva voltada aos critérios ESG. É nessa intersecção que a nossa tecnologia se conecta diretamente ao projeto Smart Carbon.

    Muitos dos gases responsáveis pelo mau cheiro industrial na decomposição de resíduos orgânicos e efluentes estão diretamente associados aos gases de efeito estufa (GEE), como o metano. Ao mapear e analisar essas emissões em tempo real nas grandes operações, o projeto Smart Carbon converte dados operacionais em ativos de descarbonização.

    Através do Smart Carbon, plantas de compostagem e aterros conseguem quantificar com precisão o volume de emissões evitadas ou controladas. Essa rastreabilidade técnica robusta confere total segurança para a estruturação de projetos de créditos de carbono, auditorias ambientais e relatórios de sustentabilidade de alto padrão. O controle de emissões deixa de ser visto apenas como uma despesa necessária para evitar penalidades e passa a atuar como uma engrenagem de geração de valor financeiro e ambiental para o negócio.

    Monitoramento Inteligente para uma Gestão Auditável

    A digitalização da gestão ambiental é um caminho sem volta para as indústrias que buscam liderança de mercado e resiliência operacional. O controle de odor eficiente exige ferramentas capazes de transformar complexidade química em painéis de tomada de decisão claros, rápidos e integrados.

    Ao unir sensores avançados, análise de dados na nuvem e estratégias de descarbonização pelo projeto Smart Carbon, a Smart Compost entrega às grandes indústrias a segurança técnica e institucional necessária para crescer em harmonia com a regulação e com a sociedade. Afinal, quem controla os dados da sua operação toma, invariavelmente, as melhores decisões estratégicas.

  • A infraestrutura para a compostagem desafia o conceito de economia circular

    Traduzido e modificado de FRANK FRANCIOSI, Diretor executivo do US COMPOSTING COUNCIL, publicado originalmente em 23 de março de 2021.

    Ganhando velocidade como uma avalanche, a visão da indústria de compostagem como uma parte fundamental da economia circular começou a ganhar impulso nos anos de 2016-17 [nos Estados Unidos]. Conforme a indústria de reciclagem tradicional vacilava, o que normalmente era um punhado de projetos de lei relacionados a compostagem em projetos públicos estaduais, começou a aumentar para uma alguns para dezenas, com a compostagem cada vez mais ganhando espaço.

    A expansão da indústria de reciclagem de orgânicos (compostagem), também foi impulsionada pelo reconhecimento do valor dos resíduos orgânicos e pela crescente conscientização no desperdício zero. Os custos de eliminação de resíduos e a necessidade de gerenciamento de serviços ecossistêmicos, como gerenciamento de águas pluviais, também estão aumentando devido ao acúmulo de aterros. Governos e consumidores estão reconhecendo que mover resíduos orgânicos do descarte em aterros para a compostagem pode fornecer uma solução sustentável e benéfica para mesmo em trechos urbanos.

    A recente explosão de interesse

    Em 2019, a Associação Nacional de Restaurantes dos Estados Unidos da América, deu um mergulho profundo na pesquisa sobre os impostos pagos sobre embalagens usadas em serviços de alimentação que contavam 87 taxas estaduais e duas federais, demonstrando os altos custos de sua disposição em aterros.

    A explosão de interesse na compostagem, também foi acelerada pelo colapso da indústria de reciclagem tradicional sob pressão da China, que cada vez mais rejeitava a contaminação que veio com um impulso nos Estados Unidos para a reciclagem de fluxo único (single-stream recycling). Além disso, com a pandemia a necessidade do uso de produtos de uso aumentou a conscientização dos consumidores que desejam reduzir, reciclar e fazer compostagem de materiais que estão sendo depositados em aterro e queimados.

    Qual o problema

    Embora esse interesse pela compostagem possa parecer uma ótima notícia, ele apresenta um desafio estrutural que está prestes a se tornar uma oportunidade com a resposta certa. O desafio: a infraestrutura para acomodar a pressão para a compostagem ainda não existe. A última pesquisa ampla da indústria feita pela BioCycle, nos Estados Unidos, identificou 4.700 instalações de reciclagem de orgânicos – com apenas 5% delas incluindo restos de comida em suas matérias-primas. Embora o USCC (Conselho de Compostagem dos Estados Unidos) tenha monitorado o crescimento desse número por meio da entrada de novas empresas de compostagem como membros da organização, ainda deixa a maioria das pessoas nos Estados Unidos sem acesso serviços de compostagem de restos de alimentos, seja em pequena (compostagem comunitária) grande escala (usinas de compostagem).

    Não houve uma quantificação nacional da prática de compostagem em casa na América mostrando que muitos americanos não podem ou não querem fazer compostagem em casa.

    Isto deixa uma lacuna de usinas e sistemas de compostagem capazes de atender à crescente demanda dos consumidores por produtos compostáveis ​​e para compostagem de restos de comida.

    O que a indústria está fazendo

    O Conselho de Compostagem dos Estados Unidos (USCC), começou a trabalhar em 2018 em uma iniciativa chamada Target Organics. A iniciativa tem foco na capacidade dos governos, principalmente municipais de mover o mercado. Raciocinando que esses são os controladores do fluxo de resíduos devido à sua responsabilidade pela gestão de resíduos, é um lugar lógico para começar o foco nos esforços para aumentar a infraestrutura.

    Para verificar o que a indústria de compostagem já aprendeu com as organizações, membros do USCC e líderes do programa Target Organics passaram dois anos pesquisando sobre os principais obstáculos dos municípios para aumentar os programas e realizar a instalação de centros e usinas de compostagem. Como resultada, estes obstáculos foram descritos como:

    • Zoneamento: as categorias de uso da terra específicas para compostagem são raras em cidades dos EUA, forçando os operadores de instalações de compostagem a trabalhar com as autoridades municipais para criar alterações de zoneamento a partir do zero (às vezes exigindo longas e contenciosas audiências públicas), ou tendo que trabalhar com regras caras e complicadas para instalações de resíduos sólidos.
    • Financiamento: Parcerias público-privadas: Os gestores municipais de reciclagem e obras públicas na pesquisa disseram não ter mecanismos ou apoio do poder público para novos impostos ou taxas que viabilizem a construção de novas instalações de compostagem.
    • A falta de concessões e empréstimos para equipamentos – são um obstáculo frequentemente citado para os empresários do setor privado. Estados que usaram sobretaxas de taxa de depósito e outros mecanismos de financiamento criativos e criaram fundos de subsídio para equipamentos de compostagem, como o Tennessee, viram mais instalações de compostagem avançarem.
    • Concessão de licenças: O Conselho de Compostagem dos EUA está atualmente atualizando um Modelo de Regra Modelo de 2012 que a indústria criou para uso por estados que estão atualizando suas regras de resíduos sólidos para incluir instalações de compostagem. Onde isso não aconteceu, os empresários acharam mais difícil navegar pelas regras estaduais de resíduos sólidos ou estruturas desatualizadas de instalações de compostagem que não levam em consideração a forma como as instalações agora operam.
    • Melhores práticas: O USCC está desenvolvendo uma visão geral das melhores práticas para coletar e processar materiais. Opções de parceria pública / privada e estudos de caso de implementação bem-sucedida, ferramentas de redução de contaminação, divulgação e educação para obter o apoio das partes interessadas serão incluídos neste relatório de melhores práticas.
    • Mercados para compostagem: A indústria da compostagem está constantemente se esforçando para conscientizar os consumidores e autoridades eleitas de que a coleta de produtos recicláveis é apenas o primeiro passo, o aumento do uso de sistemas e usinas de compostagem é de igual importância. E ainda, quanto aos benéficos do uso do composto gerado para sequestro de carbono, saúde do solo, águas pluviais, manejo da seca e aumento do valor nutricional das plantas que compõem o sistema alimentar. Mostrando que a compostagem de resíduos orgânicos é uma solução imprescindível para uma verdadeira economia circular em circuito fechado.

    Quais as soluções?

    Dinheiro para construção de uma infraestrutura de compostagem: Sobretaxas nas taxas de descarte de resíduos e a tendência crescente de exigir que os fabricantes de produtos (responsabilidade estendida do produtor) arquem com parte do custo dos programas ambientais pode ajudar a aumentar o financiamento da compostagem e o investimento privado.

    Conscientização e reconhecimento da Agência Federal de que a coleta de orgânicos é uma solução de reciclagem: A indústria de compostagem tem educado e pressionado a EPA dos EUA para incluir a reciclagem de orgânicos e compostagem na Estratégia Nacional de Reciclagem, o sistema que estão desenvolvendo para aumentar os esforços de reciclagem em todo o país. Atualmente, esse sistema não leva em consideração os 30% estimados do fluxo de resíduos provenientes de resíduos orgânicos.

    Legislação nacional em áreas como rotulagem de produtos compostáveis: financiamento como um incentivo para o desenvolvimento e uso de produtos compostáveis em todas as escalas.

    Proibições e mandatos sobre produtos orgânicos: Atualmente, 22 estados proibiram a eliminação de resíduos de quintal; seis estados e quatro cidades proibiram o descarte de restos de alimentos de seus sistemas de resíduos e dois determinaram a reciclagem de orgânicos. Mais esforços como esses irão estimular o investimento e o interesse em instalações de compostagem por parte do setor privado, uma abordagem “construa e eles virão”, apoiando a demanda dos municípios encontrada na pesquisa.

    Requisitos e incentivos para o uso de composto: O Serviço Nacional de Conservação de Recursos, está avaliando um padrão nacional de carbono do solo que aumentará o uso de composto em fazendas e ranchos, fornecendo incentivos para armazenar carbono através da aplicação de composto orgânico, o que foi comprovado por pesquisas científicas na área. O composto também deve ser incluído nos planos nacionais de crédito de carbono pela mesma razão. Além disso, os programas municipais de recompra de composto são outro método para garantir o uso do composto; e a exigência de que os órgãos estaduais de rodovias especifiquem o composto, já adotado por 12 estados.

    É um desafio para os líderes políticos, empresas e consumidores americanos se unirem para construir um sistema de compostagem que atenderá à necessidade e ao desejo de reciclar nossos orgânicos. Com mais atenção, financiamento e vontade política, isso pode ser feito.

    Texto original de: Frank Franciosi Executive Director, US Composting Council

    Tradução: Fazverde Soluções Ambientais

  • O que pode ser usado para a compostagem?

    Se você é um gerador de algum destes produtos, entre em contato!

    Folhas: De queda de folhas sazonais ou de corte, poda ou remoção. Pode ser um ou mais dos seguintes: folhas soltas, palha e palha de pinheiro.

    Resíduos de jardim (resíduos verdes): folhas, aparas de relva, arbustos, materiais de jardim, troncos de árvores, árvores de natal e podas de árvores ou arbustos. Podem também incluir materiais vegetativos resultantes da utilização de produtos comerciais, incluindo, mas não se limitando a, flores descartadas, flores em vasos ou cobertores de sepulturas que não incluem plástico, metal, espuma de poliestireno ou outro material não biodegradável.

    Resíduos da Colheita / Resíduos agrossilvipastoris: Materiais gerados pela produção, colheita e processamento de plantas agrícolas ou hortícolas. Estes resíduos incluem, mas não estão limitados a caules, caules, folhas, vagens, cascas, bagaço e raízes.

    Árvores: Estacas de árvores, galhos de árvores, arbustos ou arbustos que foram cortados por residências, podadores de árvores comerciais e / ou serviços comerciais de cuidado do plantas.

    Resíduos da silvicultura: Resíduos e subprodutos de árvores cortadas, incluindo, mas não se limitando a tocos de árvores, serragem, paletes e madeira dimensional que não foram tratados quimicamente ou com adesivos e revestimentos como tinta, cola ou qualquer outro contaminante.

    Esterco bovino: esterco de vaca, também conhecido como estrume de vaca, é o produto de resíduos de espécies de bovinos. Estas espécies incluem gado de leite, gado de corte.

    Estrume de cavalo: esterco de cavalo, normalmente acompanhados de material de cama.

    Estrume de Aves: Estrume de Aves ou estrume de galinha é o lixo orgânico de aves composto principalmente de fezes e urina de galinhas. A mistura de estrume de aves com alimentos derramados, penas e materiais de cama como aparas de madeira ou serragem é referida como cama de frango. A composição e qualidade de uma cama de frango varia de acordo com os tipos de aves, dieta e suplementos dietéticos, coleta e armazenamento da cama.

    Restos de comida: comida pré e pós-consumo das residências e do setor comercial / industrial / institucional incluindo, mas não se limitando a legumes, frutas, grãos, produtos lácteos, carnes e utensílios / embalagens compostáveis ​​que podem ser misturadas.

    Produtos Compostos: Contêineres, filmes ou utensílios de serviços de alimentação como tigelas, pratos, copos, talheres, feitos de materiais como matéria vegetal, papel, papelão e plásticos que atendem ao Instituto de Produtos Biodegradáveis ​​(BPI) ASTM D6400, D6868. Esses produtos devem ser rotulados de acordo com as Diretrizes de Rotulagem do USCC (Conselho de Compostagem dos EUA).

    Subprodutos industriais: Materiais orgânicos gerados por processos industriais ou de fabricação que não são tóxicos, não são perigosos, não contêm águas residuarias.

    Biosólidos: Sólidos derivados do tratamento primário, secundário ou avançado de efluentes sanitários que foram tratados através de um ou mais processos controlados que reduzam significativamente os patógenos e reduzam os sólidos voláteis ou estabilizem quimicamente os sólidos a ponto de não atraírem vetores